A metodologia Ubuntu é uma filosofia de cuidado integral que reconhece que ninguém se desenvolve sozinho. Desenvolvida pelo Instituto DiverCidades a partir da escuta ativa nos territórios periféricos de São Paulo, ela nasce de uma pergunta:
“O que as mulheres periféricas realmente precisam para viver com dignidade?”
A resposta está na integração de múltiplas dimensões da vida: saúde, cultura, renda, alimentação, cuidado com os filhos, meio ambiente e acesso a direitos.
Ser mãe na quebrada não é fácil. Mulheres periféricas trabalham, cuidam dos filhos, empreendem, muitas vezes sem rede de apoio e enfrentando múltiplas violências estruturais.
O contexto das regiões atendidas:
Fonte: Mapa da Desigualdade (Rede Nossa São Paulo), Atlas da Exclusão Social (PUC-SP), Indicadores da Fundação Seade
Nossa resposta: Se as violências são múltiplas, nossa resposta também precisa ser. Não basta formação se há fome. Não adianta empreendedorismo sem cuidado infantil. Por isso, o Ubuntu integra 9 ações.


O que fazemos:
A segurança alimentar é a base de tudo. Sem ela, nenhuma outra ação faz sentido. Por isso, este eixo perpassa todos os outros, garantimos alimentação para que as mulheres possam participar plenamente das formações, oficinas e atividades.

O que fazemos:
Este eixo é o que viabiliza a participação das mães. Enquanto as crianças estão seguras, aprendendo e brincando, as mulheres podem focar em si mesmas, nas formações e no autocuidado, algo raro para mães periféricas.

O que fazemos:
A saúde é condição para tudo. Mulheres que não cuidam da própria saúde, porque não têm tempo, não têm acesso ou não sabem que têm direito, enfrentam mais dificuldades em todas as áreas da vida.

O que fazemos:
Autonomia econômica se conecta diretamente com Segurança Alimentar (renda para comprar comida), Saúde (menos estresse financeiro), Cultura (geração de renda através da economia criativa) e Hortas Comunitárias (venda de produtos agroecológicos).

O que fazemos:
A cultura é ponte entre todos os eixos. Através da arte, trabalhamos saúde mental, fortalecemos identidade negra e periférica, geramos renda (economia criativa), criamos vínculos comunitários e transmitimos conhecimentos ancestrais.

O que fazemos:
Este eixo reconhece que mulheres não vivem isoladas, vivem em famílias, comunidades, relações. Para que as mulheres prosperem, os homens também precisam de espaços de cura e transformação. Conecta-se com Saúde, Cuidados Infantis e Ações Transversais.

O que fazemos:
As hortas conectam Segurança Alimentar (produção de comida saudável), Empreendedorismo (venda de produtos), Meio Ambiente (educação ambiental), Cultura (saberes ancestrais sobre plantio) e Ócio e Cuidado (terapia pela terra).

O que fazemos:
Este é o eixo que costura todos os demais, garantindo que direitos sejam conhecidos e acessados, que a diversidade seja respeitada e que as ações do Ubuntu dialoguem com políticas públicas mais amplas.

O que fazemos:
Este eixo permeia todos os outros, todo eixo do Ubuntu tem componente formativo. Não fazemos assistencialismo, fazemos formação que gera autonomia.